sábado, 17 de dezembro de 2011

MISTÉRIO



Mitos são construídos sobre ti e tua aparência
Há quem te temas e fujas de tua façanha estratégia
Meio tua inusitada visita as faces são despidas
A realidade pode ser descortinada do véu da mentira


Suave ou feroz tu chegas pela janela sonolenta
O dia ensolarado ou chuvoso te aplaude
E os covardes se cobrem com as velhas teias da ilusão
O ouro e a prata se transformam em espelhos quebrados
 As fórmulas se vêem como mortas folhas que cobrem sonhos
As ilusões insistem em não perceber os teus olhos presentes
Algo absoluto existe, mesmo com tantos relativos
Mas a resposta que chega responde a fragilidade das ideias
Existir porque pensas! É a limitação da tua cegueira


Acordar do labirinto que experimenta os teus pés
Ela existe e é rainha sem coroa de ouro
E a beleza e o horror fazem de ti, MORTE, um mistério.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Caminho criativo


Ela cresceu buscando encontrar respostas
Conheceu tristezas que a fez fluir a curiosidade
Tantos em sua volta, mas em números indiferentes
Saiu do ninho para um céu aventureiro

Experimentou mundos que a fez refletir
Então começou a perceber o caminho criativo do encontro
Vozes angustiadas, olhares indiferentes e atormentados
A dura mão estendida é uma expressão de possibilidades?

Quantos discursos falseados, mas que revelavam esperanças
Mas um olhar que ver possibilidades por ver além
E ela via, e conseguia acender a obscuridade
Não seria suficiente, pois amar exige mais...

Dizer alguma coisa a mentes tão alienadas
Um bem relevante para atitudes coerentes
Um obrigada ainda faz excitar a mente
Vale à pena enfrentar a multidão infantil

O divã não precisa, pois os olhos são encantadores enigmas
Vai resgatar a vítima criada por ele mesmo
O tolo que esconde seu vasto baú de tesouros
Obrigada por tentar buscar amenizar a sede no deserto.

Dedicatória: Waleska Barros

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TRÊS PÉROLAS




Menina mulher que insiste no anonimato
Trás a beleza serena e impulsiva do tempo
O mundo pode não perceber o perfume dessa rosa
Por que se escondes em meio a espinhos?
A fúria às vezes impulsiona sua expressão
Mas seu brilho e sonhos revelam sua ternura...



A natureza rústica talvez o fez assim
Explosão que por vezes dirige seu caminho
Ama, sente raiva e sorrir intensamente
É insensato, prudente... depende do momento
Mas persegue sua estrela como poucos
Seu sorriso encanta aqueles que o percebem...


Ei...faceira menina!
Muita gente só ver teu feitio
Talvez se escondas do teu ser
Mas há aqueles que descobrem algo mais
O reflexo interior da lucidez
A doçura por traz dos teus olhos...

Pérolas preciosas...!
Um dia se encontraram e seguiram
Buscam seus sonhos sem o gênio da lâmpada
Presentes que saíram da cartola
Trazem a tona os desafios
Heróis que foram capazes de unir paz e guerra.


Dedicatória: Lauriane Teles, Paulo Luz e Savanna Ximenes







  

ANJO




Sempre acreditei em anjos,
Anjos heróis, anjos amigos
Anjos sem asas e sem coroas
Anjos com braços acolhedores

Anjos que me viam e me vêem
Anjos que me revelam a vida
Anjos que não tem poderes para voar
Anjos que me guiam os sentidos

Anjos que soam a melodia do vento
Anjos que aconchegam o meu ser
Anjos sem vestes brancas
Anjos que vestem a sabedoria

Anjos que festejam o amanhã
Anjos que me convidam a viver
Anjo agora real e presente
Anjo que veio me encontrar...
 
Dedicatória: Um anjo

A MENINA MULHER



Suaves passos chegam a despertar olhares
Sua beleza encantadora seduz os pequenos aprendizes
A competência se revela sobre o véu da flor da idade
E a menina vai e segue desfilando sobre o tapete das ideias

O acolhimento encontra a ternura e a criatividade
Juntos fazem um recital que a envolve e a alimenta
Será um anjo ou a coerência de “Rogers” se concretizou?
A voz baixa quase sussurra, mas faz o efeito do ato do tenor

Percebe o impercebível que os tolos desejam ocultar
Os pássaros voam alto, mas vêem suas miniaturas presas
Será possível ver o invisível e ir ao seu encontro?
O s olhos que não só vêem, mas sentem conseguem ir além

Menina mulher que viaja por lugares complexos
Conheces as máscaras do velho cenário da comédia e da tragédia
Um abraço pode trazer vida aos mortos esquecidos no carrossel
O mundo é uma escola, continuas a aprender e ensinar.



Dedicatória: Mharianni Ciarlini

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por que não posso te tocar?



Meus sentidos sentem tua falta...
Diga-me algo seja o que for, mas diga!
Por que te escondes por trás desse bobo objeto
Ele te segue por onde andas, mas pouco vive

 As palavras não saem mais de tua boca
São sílabas cortadas pelo tocar dos dedos
E a tua língua se encontra presa e atrofiada
Aprisionaste tua voz nesse cárcere ilusório

Passa horas frente a tantas pessoas!
Mas uma cortina transparente te limita
E aí em segundos mergulha em tua solidão
E o beijo fica impedido de satisfazer teu desejo

Quando olhará em meus olhos envelhecidos?
Quando sentirás o prazer mesmo por meio do toque primitivo?
Não te lembras dos teus lábios próximos a minha face?
Tenho saudades dos teus sentidos que eram reais
Mas espero que  se rebele um dia e volte... Volte para  a realidade. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

EM ALGUM LUGAR...


Os primeiros passos iam ao encontro do desconhecido
Os sonhos refletiam tua imagem sem contorno
O tempo passa e as ilusões chegam inesperadas
 A tempo é descortinada a mentira

Os pensamentos confusos e reais
Um conto que vai além do que se pode criar
Dois corpos, duas vidas caminham
Imagens percebidas, mas ainda distantes

A vida tem inúmeras fases que se completam
O reencontro torna-se impossível para os céticos
O homem é incapaz de despir-se da razão
Ainda não encontrou a sabedoria no relativo

Em algum lugar do universo tua voz soa
A ausência de sentidos te ronda
A espera pode ser incontável ou veloz
Mas o  reencontro provará nossa eternidade.

Imagem retirada do Blog Curiosa Identidade-http://curiosaidentidade.blogspot.com/

A academia, o conhecimento e o ato de ser


Sinto-me só, mesmo de frente a tantas faces
Sinto-me venerada, mesmo diante de tanta inteligência
Sinto-me ironizada, mesmo buscando ser apenas um ser
Sinto-me percebida, mesmo por um único olhar

Sinto-me abominada, mesmo trazendo rosas nas mãos
Sinto-me feliz, ao ver tantos sonhos plantados
Sinto-me estranha, diante de muitas vestes fúteis
Sinto-me reconhecida, mesmo em meio a temporais

Sinto-me humana, e está neste palco acadêmico me leva a refletir
Mas o que importa é que ainda sinto, e ao sentir sei que sou um ser que respira...

Imagem retirada : AMAR FAZ BEM - http://www.facebook.com/media/albums/?id=157874747605481

quinta-feira, 19 de maio de 2011

SOZINHO NA MULTIDÃO



Às vezes encontramos pessoas que vagam pela rua
Gente que ri, que chora, que caminha vazia...
Crianças que brincam no parque e juntas se olham
 Um homem sentado sobre a grama que contempla o céu

As certezas fazem do amanhã um ponto de encontro
A noite repleta de sonhos ou de desilusões
E as faces se encontram num impulso selvagem
Novamente se acorda para a rotina que se mostra

A solidão pode estar presente em qualquer lugar
Nos sonhos, nas ideologias, nas expectativas ou no ar
Mas os dias seguem e a esperança sobrevive ao vazio
Como diz a canção: “Como será o amanhã...”

Mas somos sobreviventes insistentes, é a essência
Tem um dia que o homem se encontra perdido
Olha em sua volta e não encontra ninguém
Mas existe uma mulher única e inesperada que vem
A bela solidão na multidão que faz do homem um estranho.
Imagem: Maggie Taylor

sábado, 30 de abril de 2011

RESPOSTA AO LAMENTO (PARTE 2)




Vejo um céu lindo com pássaros que cantam “8” notas
Refletem a beleza de mais um amanhecer

Vejo um rio que corre por um desconhecido caminho
Levam, cobrem e transformam tristezas

Vejo estrelas que insistem em brilhar sem platéia
A insensata escuridão nem consegue vitórias

Vejo um homem que canta suave melodia
A voz chega a corações feridos

Vejo dois mundos que se encontram
Um pequeno mundo renasce e desperta o novo

Vejo gênios implacáveis que buscam e sentem
As aspirações da humanidade vêem possibilidades
Vejo a sabedoria que reflete no exercício do amor
A justiça e a paz chegam de forma sutil

Vejo um mundo que ainda acordará.

Imagem:womanwithbees - Maggie Taylor 

LAMENTO (PARTE 1)






Vejo crianças mutiladas e maltrapilhas
Pedem pão e sonham com um abraço

Vejo um homem que destrói a si e ao outro
Vagueia na rua sem nenhuma direção

Vejo uma mulher infeliz e solitária
Em suas dores e sem direito a falar

Vejo velhinhas tristes e sozinhas
Pedem para partir com o vento

Vejo pessoas pensativas atrás de grades
Odeiam e amam, esperam ser percebidas

Vejo uma guerra sem sentido, sem sentido...
O poder alienado dilacera corações de povos

Escuto gritos e gemidos, torturas e desespero
Assisto a destruição

Vejo um mundo que ainda dorme...

Imagem: Maggie Taylor