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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vencido hospício




 Minha sombra me angustia por sentir o choque dos teus dedos a devorar-me 

Dor da clausura, a mercê dos teus olhos, mas que não conseguiu tirar minha utopia 

Realeza por trás desses brancos manchados do meu sangue vivo e atormentado 

Por que sempre buscas tirar de mim o resto que sobra de minha floresta encantada? 





Imundas mãos que querem me despir e arrancar minha voz por soar diferente 

Os vermes corroem minha pele frágil dos teus gritos que vem me atormentar 

Mas homens heróis pensaram e agiram , a ousadia trouxe esperanças ao meu leme 

Humanos que resgatam os corpos cansados de não se perceberem mais no espelho 









Tantos dias, incontáveis dias de solidão na multidão silenciosa e vazia deste lugar 
Chegou o instante de abrirem as portas para o paraíso do humano mundo 

Anjos sábios que pensaram na liberdade dos infames caídos no esquecimento 

Mas o tempo ainda pede a mudança da mudança dos
teus sentidos atrevidos 



Acorda preguiçosos e prisioneiros! Centros de futilidades e indiferenças 

Podes chegar a ti o que agora tu desprezas com teus olhos sob o trono de ouro 

As correntes foram arrancadas para dar o grito da independência que quer viver 

Precisa-se de novos sonhadores que não sonhem só, mas que sonhem juntos 

Todos juntos...

terça-feira, 19 de junho de 2012

Majestade loucura



A loucura enobrece a rebeldia que desperta
A liberdade existe nos olhos que são vendados
Aprisionados nos cárceres da civilização contemporânea
E os tolos impérios buscam calar a sabedoria não contaminada

 
Nos porões da cidade se disfarçam os homens de vestes branca
Os choques de outrora são alterados por vermes ilusórios
Ah... quanta hipocrisia nos discursos das modinhas moderna!
Sinto-me hipnotizada por teu olhar nobre













Que bom mergulhar nas torrentes da insensatez
Não roubaram minha subjetividade, embora tentem
Podem me silenciar, mas minha alma é escorregadia
Loucos sonhos rondam a majestade da loucura


Não entendem, não vêem, pois a moeda se sobressai
Mas eu sou plena e criativa nos meus devaneios
Não arrancarão meu coração complexo e capaz
Loucas loucuras trazem a originalidade da realidade













Nem correntes, nem gotas destruirão meu corpo cósmico
Belos homens e mulheres voam no espaço das ideias
Pode ainda vingar o respeito benigno
E fazer com que todos possam acordar o ser humano.