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terça-feira, 2 de maio de 2017

O MENINO E A MENINA



Tudo passa por um olhar, um encontro, um reencontro rápido ou eterno
Assim eles se aproximaram... havia um propósito ali, o livro vazio iria ser preenchido por suas histórias
Suas almas se permitiram ser compartilhadas entre si, disseram o esperado “SIM”
Lutas, desafios, trabalho... mas os anos não se fixam, se mobilizam para esperar o futuro
O menino e menina teimaram e foram além... quantas gerações bem vindas!


As dores, as alegrias, o tempo... fazem parte do vai e vem da vida incerta
O menino e a menina prepararam um grande ninho, resistente para aguentar tempestades
E os pequenos seres do ninho vagarosamente voaram para se aventurarem em céus desconhecidos
Os meninos todos os dias ainda olham se algum filhote pousou para ser acariciado no caloroso ninho


Eles cantarolam, sentem e sabem que o dia assim como a noite deve continuar
Somos como máquinas que enferrujam, precisamos vez e outra de óleo, o menino e a menina precisam também
Mas o grande dos grandes vem e nos traz as oportunidades de sermos lubrificados
Embora o menino e a menina não sejam os mesmos, persistem... seguem mais experientes
Então por que esquecemos que podemos esquecer? ...a menina esqueceu
Mas ela é forte, as pérolas valiosas ela optou por guardar em seu coração, trancadas a “SETE CHAVES”


O menino estar sempre ao lado da menina, embora por um segundo se zangue ou se entristeça com ela
Os pássaros de outrora acariciados no ninho agora voam alto, bem alto...
Mas... os pequeninos não esquecem de dar uma “paradinha” de vez em quando no ninho
Um deles está todos os dias pousando para alentar o menino e a menina
Talvez seja uma águia... ninguém sabe, mas suas asas são imensas e acolhedoras


Mas quem disse que não existe uma moça que gosta de surpreender, que chega e a todos entristecem!
Ela surpreende às vezes até os seus antigos conhecidos, que não esperam que ela volte novamente
A moça deixou suas marcas na casa, levou um passarinho do ninho dos genitores. Há muito tempo atrás havia levado um pequeno pássaro, que ainda nem havia aprendido a voar tão alto

Mas ela... ela é companheira da vida, é a vida que lhe dar a licença para que entre.



Belo mesmo é saber que os fortes ventos sempre passam e aí vem uma linda manhã de domingo
AH... a vida é mágica de se ver! O menino e a menina se olham tanto! Gostam disso
Décadas passaram e passam, eles se veem e se admiram dos seus próprios olhos
A menina pouco lembra, mas muito ama, porque sente que o amor guarda suas mais belas lembranças
Somos os responsáveis por construir e cuidar todos os dias do nosso ninho, o menino e a menina continuam sabiamente a cuidar.


Dedicatória: Sr. Raimundo Barros e sua esposa D. Lurdes


Imagem: Retirada da Internet

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

TRÊS PÉROLAS




Menina mulher que insiste no anonimato
Trás a beleza serena e impulsiva do tempo
O mundo pode não perceber o perfume dessa rosa
Por que se escondes em meio a espinhos?
A fúria às vezes impulsiona sua expressão
Mas seu brilho e sonhos revelam sua ternura...



A natureza rústica talvez o fez assim
Explosão que por vezes dirige seu caminho
Ama, sente raiva e sorrir intensamente
É insensato, prudente... depende do momento
Mas persegue sua estrela como poucos
Seu sorriso encanta aqueles que o percebem...


Ei...faceira menina!
Muita gente só ver teu feitio
Talvez se escondas do teu ser
Mas há aqueles que descobrem algo mais
O reflexo interior da lucidez
A doçura por traz dos teus olhos...

Pérolas preciosas...!
Um dia se encontraram e seguiram
Buscam seus sonhos sem o gênio da lâmpada
Presentes que saíram da cartola
Trazem a tona os desafios
Heróis que foram capazes de unir paz e guerra.


Dedicatória: Lauriane Teles, Paulo Luz e Savanna Ximenes







  

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Por que não posso te tocar?



Meus sentidos sentem tua falta...
Diga-me algo seja o que for, mas diga!
Por que te escondes por trás desse bobo objeto
Ele te segue por onde andas, mas pouco vive

 As palavras não saem mais de tua boca
São sílabas cortadas pelo tocar dos dedos
E a tua língua se encontra presa e atrofiada
Aprisionaste tua voz nesse cárcere ilusório

Passa horas frente a tantas pessoas!
Mas uma cortina transparente te limita
E aí em segundos mergulha em tua solidão
E o beijo fica impedido de satisfazer teu desejo

Quando olhará em meus olhos envelhecidos?
Quando sentirás o prazer mesmo por meio do toque primitivo?
Não te lembras dos teus lábios próximos a minha face?
Tenho saudades dos teus sentidos que eram reais
Mas espero que  se rebele um dia e volte... Volte para  a realidade. 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

EM ALGUM LUGAR...


Os primeiros passos iam ao encontro do desconhecido
Os sonhos refletiam tua imagem sem contorno
O tempo passa e as ilusões chegam inesperadas
 A tempo é descortinada a mentira

Os pensamentos confusos e reais
Um conto que vai além do que se pode criar
Dois corpos, duas vidas caminham
Imagens percebidas, mas ainda distantes

A vida tem inúmeras fases que se completam
O reencontro torna-se impossível para os céticos
O homem é incapaz de despir-se da razão
Ainda não encontrou a sabedoria no relativo

Em algum lugar do universo tua voz soa
A ausência de sentidos te ronda
A espera pode ser incontável ou veloz
Mas o  reencontro provará nossa eternidade.

Imagem retirada do Blog Curiosa Identidade-http://curiosaidentidade.blogspot.com/

sexta-feira, 22 de abril de 2011

O conto real

Era uma vez...
Uma bela menina que sonhava acordada
Fadas, estórias, duendes esperava
A chuva caia e a menina imaginava
Serão gotas das lágrimas de Deus?
O sol brilhava e então comentava
Os raios são reflexos do ouro perdido
Às vezes sentia-se só com sua imaginação
Gostaria de um príncipe que a animasse
Tinha receios às vezes das dificuldades
Via pela janela um horizonte de desejos
Buscava, insistia para conquistar o que queria
A menina cresceu, mas não deixou suas fantasias
Criava estórias para tudo que encontrava
A moça não sabia o que estava para acontecer
De repente teve um sonho lindo
Ao acordar sentiu-se feliz, ainda não observara
Um beijo a fez perceber a realidade
O seu príncipe havia chegado
Não era num cavalo branco como imaginava
Descera de uma nave que iluminava
Ambos se olhavam num conto real
A certeza agora os faz seguir juntos
E o amor os une num sonho encantado.

Dedicatória: Raira Torres Cordeiro


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