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sábado, 23 de abril de 2011

EU...




A vida se reflete no tempo invisível
Um tempo que faz do homem estátua ou máquina
O ontem pode ser repetido ou não
Mas o hoje é uma construção concreta

Homens olham para o céu e questionam
Outros fazem do céu o impulso para realizar
A energia contida no ser age rápido num segundo
O relógio próximo a cabeceira chama, chama...

Ah que trânsito louco, o sinal está vermelho
A responsabilidade corre atrás de mim
E eu abraço-me com ela todo o dia
Se parar posso me encontrar e me perder

O celular toca e a porta bate com pressa
E eles como serão que estão?
Mais tarde o beijo, a lágrima e uma voz que grita
O aconchego é indefinível quando experimento

Vale à pena fazer, seguir, decidir, cansar...
Perder tempo é parar numa estrada vazia
Mas sou um pássaro que voa, voa sem limites
 E o meu ninho está numa árvore que às vezes não vejo. 

Dedicatória: Algelles Milka
Imagem:maggie-taylor

sexta-feira, 22 de abril de 2011

EU SOU



Caminho e corro além
Frágil, forte em direção ao vazio
Igual ou diferente daqueles que me enxergam
Faço do sorriso um amanhã
Da solidez que virá, sou a incerteza
Mesmo acompanhada de uma esperança
Um sonho que desvenda o mito
Mas desconhece a verdade e mentira
Será que sou ou estou vivendo a realidade?
Escrevo e canto o inesperado
Choro e me busco na tempestade
Questiono-me e alieno-me frente o tempo
Às vezes acerto no erro
Sou mais um número na adição
No montante da numerosa humanidade
Frustrações me pertencem
Mas o limite me impulsiona os sonhos
Um andarilho sem rumo que segue, eu sou
Encontro-me no relativo
A angústia não é culpa do mundo
É a covardia que me leva viver a insensatez.

Imagem: Maggie Taylor --- Jumpers