Minha sombra me angustia por sentir o choque dos teus dedos a devorar-me
Dor da clausura, a mercê dos teus olhos, mas que não conseguiu tirar minha utopia
Realeza por trás desses brancos manchados do meu sangue vivo e atormentado
Por que sempre buscas tirar de mim o resto que sobra de minha floresta encantada?
Os vermes corroem minha pele frágil dos teus gritos que vem me atormentar
Mas homens heróis pensaram e agiram , a ousadia trouxe esperanças ao meu leme
Humanos que resgatam os corpos cansados de não se perceberem mais no espelho
Chegou o instante de abrirem as portas para o paraíso do humano mundo
Anjos sábios que pensaram na liberdade dos infames caídos no esquecimento
Mas o tempo ainda pede a mudança da mudança dos
teus sentidos atrevidos
Acorda preguiçosos e prisioneiros! Centros de futilidades e indiferenças
Podes chegar a ti o que agora tu desprezas com teus olhos sob o trono de ouro
As correntes foram arrancadas para dar o grito da independência que quer viver
Precisa-se de novos sonhadores que não sonhem só, mas que sonhem juntos
Todos juntos...

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