terça-feira, 21 de agosto de 2012

Vencido hospício




 Minha sombra me angustia por sentir o choque dos teus dedos a devorar-me 

Dor da clausura, a mercê dos teus olhos, mas que não conseguiu tirar minha utopia 

Realeza por trás desses brancos manchados do meu sangue vivo e atormentado 

Por que sempre buscas tirar de mim o resto que sobra de minha floresta encantada? 





Imundas mãos que querem me despir e arrancar minha voz por soar diferente 

Os vermes corroem minha pele frágil dos teus gritos que vem me atormentar 

Mas homens heróis pensaram e agiram , a ousadia trouxe esperanças ao meu leme 

Humanos que resgatam os corpos cansados de não se perceberem mais no espelho 









Tantos dias, incontáveis dias de solidão na multidão silenciosa e vazia deste lugar 
Chegou o instante de abrirem as portas para o paraíso do humano mundo 

Anjos sábios que pensaram na liberdade dos infames caídos no esquecimento 

Mas o tempo ainda pede a mudança da mudança dos
teus sentidos atrevidos 



Acorda preguiçosos e prisioneiros! Centros de futilidades e indiferenças 

Podes chegar a ti o que agora tu desprezas com teus olhos sob o trono de ouro 

As correntes foram arrancadas para dar o grito da independência que quer viver 

Precisa-se de novos sonhadores que não sonhem só, mas que sonhem juntos 

Todos juntos...

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