sexta-feira, 22 de abril de 2011

O diário da modernidade


O diário da bela moça se revelou
E num piscar de olhos, a realidade
No mundo, um sábio enlouqueceu
Uma multidão se espalhou
E a esperança desvendou o mistério
Que os filósofos tanto buscaram

O homem vive e transcende
Chega ao topo da montanha
E ainda vê o cenário que fugiu
A miséria, a solidão e o fim
Seus ouvidos e olhos se calam
Mas os sentidos o chamam

Tenho medo de mim
Não reconheço minha sombra
O tempo passou, vivo minhas neuroses
As informações chegam aqui
A face que dita e cria, some
Resta uma tela e pontos...

Passado e presente envelheceram
O futuro é rápida presença
Sob a poeira no canto, vi
Um livro velho ainda resiste
Não sei por quantas horas
O tempo moderno dirá se existe um autor.

Um comentário:

  1. Amei este poema: Tenho medo de mim. Não reconheço minha sombra. O tempo passou, vivo minhas neuroses, traduz muito nosso tempo, nossa vida, nossas angústias, te gosto muito sua gaiata inteligente, sensível, perspicaz e lindaaaa,tou seguindo o blog, amei tudooo

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