Vivo assim...
Mas às vezes exercito o pensar
Por que sorrir quando estou triste?
Por que falar se desejo o silêncio?
Por que agir se quero me ocultar?
E desistir por que não, se quero?
É verdade que tenho que ser o melhor?
Que tenho que me impor e gerar olhares?
Tenho que ter milhões de amigos,
Embora não possa tocá-los e nem senti-los?
Mas o que importa são mesmo os números?
As melhores notas expõem tua criatividade?
E se um dia eu resolver ir além do convencional?
E se gritar no meio da rua ao meu encontro?
E se eu falar com o manequim da vidraça?
E se desistir na hora marcada da viagem?
E se eu assumir minha fragilidade?
Acho, acredito que assim a encontrarei e viverei
Encontrarei sim, me encontrarei novamente.
Imagem: artwork_images_425855514_445442_maggie-taylor

Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirQue bela poesia, amei, fala bem como o Baumann coloca sobre esses tempos fluídos, passageiros, fugazes, será que temos que agradar? A quem? Por quê? Seguir modelos? Gosto tanto de ler suas poesias me fazem ver que não sou mais uma na multidão inconformada com o que nos impõe, e no meio desse caos, você reflete e consegue se encontrar, ser quem você é. Admiro tanto você. E assim lembrei do Leminski: "Ser exatamente quem a gente é ainda vai nos levar além". Que você possa ir além, além de tudo que é imposto e possa ser quem você é, sempre. E eu gosto muito dessa minha amiga linda e criativa como você é. Um grande abraço.
ResponderExcluir