Velhos tempos, templos velhos e amarrotados
Onde anda teu vigor de antigamente que tantos galanteios recebia?
Tantas palavras ditas e não ditas foram levadas pelo vento
E tua menina, que escutava tua serenata debruçada à janela?
Amavas, sorrias, te angustiavas, mas seguias... tinhas esperança
A vida te trazia sonhos que por vezes te levava à inquietação
Lutavas para tornar a matéria prima uma obra de valor supremo
E teu corpo cansado se refugiava em casa, no lar, no seguro porto
Trabalhavas todos os dias, o amanhã exigia esforço e lealdade
Ao anoitecer, sabias que tinha o riso da eterna donzela no reflexo de teus olhos
Tudo passa, tudo foge de mãos cansadas
Os risos se transformaram em saudade e saudade...
Agora estás aí, sozinho a contemplar o ilusório quadro na parede
Onde todos foram parar? Esqueceram de ti?
Pobres meninos que te deixaram, esqueceram que são posteriormente sósias te ti
Rugas cobrem o teu rosto triste, enquanto eles aplaudem a beleza de segundos
Velhos tempos, templos velhos e esquecidos
É curioso saber que é preciso ser um andarilho que percorre caminhos incertos
Um segundo e um século podem tornar-se únicos
Agora és um velho esquecido, e nós, jovens temporários e inebriados, qual será mesmo o nosso futuro?
Imagem retirada do Google
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