sábado, 28 de dezembro de 2013

Insensata Busca




Busco a ti, viajante de mundos esquecidos

Contemplo o teu gesto solidário com aqueles bichinhos indefesos

Vigio sua lágrima que cai quando ver...

Ver uma criancinha sorrindo nos braços dos seus pais


Abisma-me quando vai ao encontro daqueles velhinhos enclausurados e os abraça

Quantas vezes demoras, então penso: “Te encontras agasalhando os moços esquecidos”

E as insanidades que já fizera! Arriscaste interromper tua caminhada terrena

Mas tua generosidade me faz esquecer as consequências de teus atos


Amo-te, amo-te! Sonho contigo ao meu lado... aí caminhamos juntos sobre ruínas

Unidos levantamos templos de sonhos e esperanças

Mas mesmo amando-te tanto... por que não consigo tocar em ti?

Sonho com o irreal, será se me deito em um colo inexistente?


Onde serás que te encontro? Meu anjo e poeta perdido

Tu aprecias tanto ouvir a canção: “Eu sei que vou te amar” de Tom

E a poesia de Quintana que desperta teu alto suspiro!

Quantas vezes ouvimos e mergulhamos na suave música de Sibéllius?


Chegarás ainda a mim e me dirás: amo você, sua genitora, a cadelinha estimada e o mundo que te recebeu

Sei que o campo é teu lugar de descanso e meditação, sob os amontoados pontos iluminados

Ah... busquei tanto tempo teus braços e, agora sei quem tu és


És ilusão, só existes quando olho meu rosto frente ao empoeirado espelho.

Imagem retirada do Google

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