O suicídio quando deseja
entrar em nossos lares às vezes pensa devagarinho, aí a sua audácia lhe
possibilita a confessar algumas de suas posteriores ações, mas poucos ouvidos
estão disponíveis a escutá-lo
E o que fazer diante de um
visitante indesejado e/ou desejado?
Vivemos em uma sociedade que
corre para todos os lados; há lados que nos fazem mal, outros que nos dá
prazeres momentâneos ou em longo prazo... há aqueles que a princípio nos fazem
bem, mas em seguida...
Uma proposta: que tal
fazermos uma corrida sentido ao nosso interior?
Nossas questões, nossas
angústias, nossos tabus se escondem por trás da pressa no sinal de trânsito ou
de uma resposta a alguém que encontramos no nosso caminho e que apressadamente
lhe dizemos: “converso com você depois” e o tempo passa, passa...
A morte nos ronda
constantemente, pois é parte integrante do desenvolvimento humano, mas evitamos
a todo custo mencioná-la em nossos discursos letrados
Não está na hora de
dialogarmos a respeito do processo mais que normal chamado morte?
Não está na hora de
afastarmos de nós a nossa companheira constante “indiferença” e buscarmos
estratégias que previnam dores de muitas famílias que estão ameaçadas pela a
visita inesperada e/ou esperada do visitante SUICÍDIO?
E aqueles que não
conseguiram vencê-lo, são vistos por nós como vítimas ou como réus? São
percebidos por nós como benditos ou malditos? Eu ouso a dizer que foram e são
apenas como nós: seres humanos.

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