quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Sapatinhos brancos




Quis te trazer para perto de mim e te dar o nome dela,
Daquela que ainda consegue despertar a contemplação de homens e mulheres em fugazes eras
Daquela que inspira paixões intensas entre os enamorados, os amantes transportados em medievais máquinas do tempo
E você não veio prateada e sim negra, calçada com sapatinhos brancos
E foi engraçado a sua vinda, pois meio a empolgação surgiu uma dúvida: ele ou ela?
Os anos passaram, cuidamos de ti e tu por outro lado, passou a ser uma leal cuidadora de tua melhor amiga, minha mãe
Cresceu tão rápido e ficou tão grande, que despertou medo nas pessoas, que insistiam em duvidar da tua docilidade
Meu irmão chegou a te apelidar de uma famosa atriz ..., por teu porte desengonçado, por teu tamanho “família”
“Zuadenta”, pois é, irritava tanto nossos ouvidos, mas logo voltava tua postura de boa “moça”
E a campainha nem se fala, já sabíamos que algum penetra ou convidado estava a nossa procura, devido teus sucessivos barulhos alvoroçados
Anos e anos vieram, passaram e, você aqui, minha “grandalhona”
Talvez agora estejas fazendo companhia aquela que fiz questão de homenagear com teu nome: “LUA”
 Agora te encontras... não sei, mas sinto sua suavidade e firmeza próximas a linha tênue que nos distanciam
 O eco da minha saudade e gratidão talvez lhe alcance, talvez lhe acaricie, talvez sussurre aos seus ouvidos: obrigada!

Dedicatória: Lua, nossa cadelinha. à qual eu minha mãe somos gratas, pela enriquecedora companhia por longos 9  anos.

Imagem Retirada da Internet

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