terça-feira, 2 de maio de 2017

LIVRE...




Posso pensar livremente e sem censura meio a tranquilidade e sonoridade do tempo indiferente aos teus ouvidos

Posso estar Livre para escrever palavras que fogem a lógica da razão ou de qualquer mísero olhar apegado a mutável ciência

Sinto-me livre quando sou capaz de gritar e falar comigo mesma, quando estou com vontade de dizer às verdades que tu me escondes

Ah Liberdade...!  Os padrões, os critérios sociais inibem meu simples gesto de contrariar tuas ordens, mas não evita a minha luta ferrenha por voar como os pássaros e por ver e sentir que tuas exigências são para cobrir tuas fraquezas

Escolho a liberdade de correr sobre o vale imaginável habitado por heróis e heroínas sedentos por justiça e por momentos silenciosos que agem como escudos de sabedoria

É possível ser livre quando não se pensa em estar livre, mas quando se deixa levar pela nostalgia do tempo que não está inserido na história da humanidade, nem mesmo na tua mente tão alienada frente o veneno do que vês e escutas.
Imagem Retirada da Internet

Contos de Super Heróis





Mais um dia que eu tinha que ir...
A poucos metros dali vi um pequenino, distraído e sossegado
Estava lá... enquanto aqueles veículos corriam para seus afazeres
Quem veria aquele ser tão indefeso e invisível aos olhos apressados?
Em tempos modernos eu descobri... existe herói e foi assim que ele veio, disfarçado de um simples entregador...
Parou o seu “cavalo motorizado” e num ato nobre e rápido pegou aquele felino e o distanciou da perigosa pressa humana
Não pensei que encontraria mais heróis pela frente, mas...
Carros indo e vindo sem parar e ela lá... contida esperando o momento certo, mas o que fazer? Não tinha coragem para atravessar...
A heroína com sua super visão sensível lhe pegou pelo braço e meio dizendo aqueles rostos dentro de suas máquinas: “temos nossos direitos” cumpriu a sua missão do dia
Acho que nunca esquecerá aquele sorriso de agradecimento.
Não pensei que receberia dois presentes estando apenas nos bastidores do espetáculo: solidariedade.



Imagens Retirada da Internet

Nascer, crescer, decrescer e daí?




Para que precisamos de ordem e de metódica busca?

Olhei para ti e vi tanta sabedoria silenciosa!

Tive então a ideia de me permitir recordar outros tempos...

Ao instante que disputaram teu cheiro e teu toque para te ver sorrir



Agora olham para ti e se sentem confusos, por olhar assim ou por seu momento de fúria?

Talvez não entendem que estás aí a gritar e chorar, por hora... inutilmente

E pensar que lhe prometeram a proteção eterna...

Sento bem perto de ti para sentir a tua respiração experiente



Por que tenho que nascer, crescer e morrer?

Penso que Interditar teu jeito de ser me faz medíocre

Não preciso ir ao encontro da maioria e nem da minoria

Pôr minha cabeça sob a guilhotina seria um absurdo



Estar contigo às vezes me entristece por eu lembrar o não lembrado

Mas tem algo novo em ti que preciso precisa que visto e aplaudido

Vou te ouvir e depois abraçar teus gestos meio tolos, serão mesmo?

Pensei agora:  podem ser códigos que levam ao despercebido tesouro achado

Quero me ver nesta viagem junto contigo em meio fases certas e incertas, para que preciso lembrar de coisas toscas?



Dedico a todos vocês com Alzheimer.

Imagem retirada da Internet





A VISITA INESPERADA E/OU ESPERADA...







O suicídio quando deseja entrar em nossos lares às vezes pensa devagarinho, aí a sua audácia lhe possibilita a confessar algumas de suas posteriores ações, mas poucos ouvidos estão disponíveis a escutá-lo
E o que fazer diante de um visitante indesejado e/ou desejado?
Vivemos em uma sociedade que corre para todos os lados; há lados que nos fazem mal, outros que nos dá prazeres momentâneos ou em longo prazo... há aqueles que a princípio nos fazem bem, mas em seguida...
Uma proposta: que tal fazermos uma corrida sentido ao nosso interior?
Nossas questões, nossas angústias, nossos tabus se escondem por trás da pressa no sinal de trânsito ou de uma resposta a alguém que encontramos no nosso caminho e que apressadamente lhe dizemos: “converso com você depois” e o tempo passa, passa...
A morte nos ronda constantemente, pois é parte integrante do desenvolvimento humano, mas evitamos a todo custo mencioná-la em nossos discursos letrados
Não está na hora de dialogarmos a respeito do processo mais que normal chamado morte?
Não está na hora de afastarmos de nós a nossa companheira constante “indiferença” e buscarmos estratégias que previnam dores de muitas famílias que estão ameaçadas pela a visita inesperada e/ou esperada do visitante SUICÍDIO?
E aqueles que não conseguiram vencê-lo, são vistos por nós como vítimas ou como réus? São percebidos por nós como benditos ou malditos? Eu ouso a dizer que foram e são apenas como nós: seres humanos.


Imagem retirada da Internet.

O MENINO E A MENINA



Tudo passa por um olhar, um encontro, um reencontro rápido ou eterno
Assim eles se aproximaram... havia um propósito ali, o livro vazio iria ser preenchido por suas histórias
Suas almas se permitiram ser compartilhadas entre si, disseram o esperado “SIM”
Lutas, desafios, trabalho... mas os anos não se fixam, se mobilizam para esperar o futuro
O menino e menina teimaram e foram além... quantas gerações bem vindas!


As dores, as alegrias, o tempo... fazem parte do vai e vem da vida incerta
O menino e a menina prepararam um grande ninho, resistente para aguentar tempestades
E os pequenos seres do ninho vagarosamente voaram para se aventurarem em céus desconhecidos
Os meninos todos os dias ainda olham se algum filhote pousou para ser acariciado no caloroso ninho


Eles cantarolam, sentem e sabem que o dia assim como a noite deve continuar
Somos como máquinas que enferrujam, precisamos vez e outra de óleo, o menino e a menina precisam também
Mas o grande dos grandes vem e nos traz as oportunidades de sermos lubrificados
Embora o menino e a menina não sejam os mesmos, persistem... seguem mais experientes
Então por que esquecemos que podemos esquecer? ...a menina esqueceu
Mas ela é forte, as pérolas valiosas ela optou por guardar em seu coração, trancadas a “SETE CHAVES”


O menino estar sempre ao lado da menina, embora por um segundo se zangue ou se entristeça com ela
Os pássaros de outrora acariciados no ninho agora voam alto, bem alto...
Mas... os pequeninos não esquecem de dar uma “paradinha” de vez em quando no ninho
Um deles está todos os dias pousando para alentar o menino e a menina
Talvez seja uma águia... ninguém sabe, mas suas asas são imensas e acolhedoras


Mas quem disse que não existe uma moça que gosta de surpreender, que chega e a todos entristecem!
Ela surpreende às vezes até os seus antigos conhecidos, que não esperam que ela volte novamente
A moça deixou suas marcas na casa, levou um passarinho do ninho dos genitores. Há muito tempo atrás havia levado um pequeno pássaro, que ainda nem havia aprendido a voar tão alto

Mas ela... ela é companheira da vida, é a vida que lhe dar a licença para que entre.



Belo mesmo é saber que os fortes ventos sempre passam e aí vem uma linda manhã de domingo
AH... a vida é mágica de se ver! O menino e a menina se olham tanto! Gostam disso
Décadas passaram e passam, eles se veem e se admiram dos seus próprios olhos
A menina pouco lembra, mas muito ama, porque sente que o amor guarda suas mais belas lembranças
Somos os responsáveis por construir e cuidar todos os dias do nosso ninho, o menino e a menina continuam sabiamente a cuidar.


Dedicatória: Sr. Raimundo Barros e sua esposa D. Lurdes


Imagem: Retirada da Internet

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Onde ela está?


Por onde anda a saúde vinculada às rodas de conversa entre amigos, em que podíamos sentir os risos e as lágrimas soarem chegando a ouvidos mais distantes?
A saúde de outrora me encontrou outro dia e me falou: “hoje estou escassa pelo fato de me dispensarem em nome de um modismo patológico, o bom é que agora pude tirar umas férias, não só de verão, mas de todas as outras estações”.
Os viciantes aparelhos digitais nos possibilitaram a camuflagem de um dia sem graça, cheio de coisas que não deram certo, afinal de contas podemos postar nossas caras e bocas e ainda ganhar de brinde uma curtida. Meses passam e aí me questiono: “ será que estou depressiva?”
         Ah... lembrei agora que sofri pela perda de meu pai, meus amigos... mas precisei  tomar só um copo com água... ah... vi alguns tomando água com açúcar... ah percebi uns chás chegando às mãos de algumas mulheres.
Conheci um menino inquieto anos atrás, será se tinha “TDAH”? Chegou até grudar chiclete no banco da Igreja, a pobre da mulher sentou e quando se levantou... ele não parava um instante, na sala de aula costumava levar uns alfinetes para alfinetar os coleguinhas e aí era aquela correria.
A saúde talvez esteja com saudade dos seus admiradores de outros tempos, ela não tem mais aqueles fãs assíduos e contagiantes, mas quem sabe a mídia resolva mostrá-la naquele famoso canal e, aí poderá recuperar o seu reinado.  
  
Créditos da Imagem:  
Internet

A MODA É: PREVENIR E PROMOVER



Hoje assisti a uma aula que me impulsiona a ousar e auxiliar Descarte: “Penso, logo tenho que rever minhas práticas”





Mas que prática? A que me ensinaram ou aquela que escolhi para mim, por ser mais cômoda?Pois é... os termos da moda hoje é prevenção e promoção da saúde.






Mas é a prevenção de não correr o risco de vir ao óbito em um hospital público e entrar no ibope da mídia ou a prevenção para não vir ter que aposentar-me precocemente após a minha morte?





A promoção que expressa o novo “Mandamento da Saúde" é para que eu goze de um bem estar que me leva a me perceber como um ser pensante e transformador ou se trata da promoção para que eu me cale frente ao caos dentro do hospedeiro de vivos-mortos?





Decidi, acho que eu vou mais longe, vou ajudar também Sócrates em sua máxima a quem eu peço sua licença em mencionar: “Só sei que nada sei”, por isso mesmo não sei se vou ser uma seguidora “Hitleana” do prevenir e do promover, acho que vou optar por “Luterar” a prevenção e a promoção da saúde dentro de mim.


Imagem: Intrnet

segunda-feira, 2 de março de 2015

Face Lunar



Tua face cheia me leva a pensar na glória do justo viajante

Através da sutileza de tua luminosidade sinto uma suave lágrima cair sobre nossos sonhos

E os apaixonados sob tua grandeza te contam seus íntimos segredos

Forma que encanta e canta os corações que sobrevivem



Meia lua que encanta o homem sã, pois sabes que tua metade voltará em segundos 

Meio a pesadelos tu consegues vencer o melhor e maior guerreiro

Olhos te veem chorando, enquanto outros ouvem tua gargalhada distante

Pode ser que meio ao teu deslumbre possamos encontrar o equilíbrio

Lua quase lua, não importas como te encontras: nova ou crescente

Tua beleza está a nos dizer que somos filhos do tempo, do instante que impera 

Talvez não saibamos decifrar a tua língua, mas ela nos fala e nos inquieta.

Tolos de nós sem teu corpo que nos adormece e nos acorda com a tua outra face.




Imagens: Internet - Pinterest

sábado, 28 de dezembro de 2013

Guardiã



Ah... lembro daquele dia que vi meu reflexo no cristal

Comecei a mergulhar entre o mundo real e o imaginário

Mas um olhar fixo e confiante me fez estar 

O sonho de nós imortais é desvendar: “Quem somos?”

A resposta talvez seja o veneno que paralisa a humanidade

Mas meio a esses inúteis porquês existem os úteis para quês

Talvez sem saber minha guardiã me deu a resposta

Palavras duras às vezes silenciam minha voz que precisa calar

Parece-me que a insensibilidade chega, mas...

A vida é movimento, os antônimos das palavras são preciosos

Assim, no outro dia seu aconchegante abraço me protege

Um dia desses eu lembrei: “Não tive fada madrinha quando criança”...

Tive e tenho a heroína “Lúcia”, minha mãe, uma Luz como a luz de seu nome, 

No meu passado e presente é a “Super Mulher Maravilha”

Quanto ao inusitado conto de fadas... minha fada chegou atrasada?

Sim e/ou não, sei que acasos são para aqueles inertes no eu

A guardiã chegou e me trouxe uma rosa com espinhos

Ensinou-me a perceber os dois lados da mesma moeda 

No dicionário ela está... “Waleska” que significa: Soberana, Gloriosa

Encontrei um dicionário velho que foi escrito por mim, ele diz:

“Seu nome significa “Guardiã”, que caminha comigo e com tantos outros que andam sozinhos até encontrar um jardim que possam descansar, até encontrar o seu colo acolhedor.”


Dedicatória: terapeuta amiga


Imagem retirada do Google

Dialogando com o Senhor Suicídio




És tu... criatura egoísta e maliciosa que chegas para me iludir

Prometes tudo, inclusive a paz que tanto busco

Queres me levar contigo por um caminho ignorado 

Ah... como tu és fascinante com tua voz sussurrante!


Serás tu um bom anjo ou um demônio?

Devagarinho toma conta de todo o meu ser

E eu por vezes me deixo levar por tuas promessas de cura

Por que me envolves dessa forma tão surpreendente?


Minha vida oscila como as ondas de uma praia deserta

Sinto-me às vezes invencível frente às tribulações do tempo

Outrora... me sinto como um bicho acuado e sem ter pra onde ir

Nessas horas tu me diz: “segura a minha mão e vamos ser felizes...”



Um convite que poder ser aceito ou não, eu me pego a refletir...

Tu não tens face, por que te escondes? Foges de alguma coisa?

Percebo então que queres me enganar, pois tens medo que eu te veja

Fixo-me frente ao sábio espelho que me protege da tua obscuridade

As ondas do mar oscilam, mas nem por isso deixam de ser um espetáculo

A vida é um grande concerto, que hora tende é ser revelada por meio de instrumentos desafinados

Mas o que seria de mim sem as melodias que me faz dormir?

Ouço, viajo, penso, transformo...


E quanto a ti?... Rosto desconhecido que quis me levar

Sei agora que me caroneia, pois não suporta que eu olhe em teus olhos

Viajarei um dia... e não será nos teus braços sedutores e aparentes

Dormirei, acordarei e serei acolhida nos braços do Amor.



Imagem retirada do Google