segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Onde ela está?


Por onde anda a saúde vinculada às rodas de conversa entre amigos, em que podíamos sentir os risos e as lágrimas soarem chegando a ouvidos mais distantes?
A saúde de outrora me encontrou outro dia e me falou: “hoje estou escassa pelo fato de me dispensarem em nome de um modismo patológico, o bom é que agora pude tirar umas férias, não só de verão, mas de todas as outras estações”.
Os viciantes aparelhos digitais nos possibilitaram a camuflagem de um dia sem graça, cheio de coisas que não deram certo, afinal de contas podemos postar nossas caras e bocas e ainda ganhar de brinde uma curtida. Meses passam e aí me questiono: “ será que estou depressiva?”
         Ah... lembrei agora que sofri pela perda de meu pai, meus amigos... mas precisei  tomar só um copo com água... ah... vi alguns tomando água com açúcar... ah percebi uns chás chegando às mãos de algumas mulheres.
Conheci um menino inquieto anos atrás, será se tinha “TDAH”? Chegou até grudar chiclete no banco da Igreja, a pobre da mulher sentou e quando se levantou... ele não parava um instante, na sala de aula costumava levar uns alfinetes para alfinetar os coleguinhas e aí era aquela correria.
A saúde talvez esteja com saudade dos seus admiradores de outros tempos, ela não tem mais aqueles fãs assíduos e contagiantes, mas quem sabe a mídia resolva mostrá-la naquele famoso canal e, aí poderá recuperar o seu reinado.  
  
Créditos da Imagem:  
Internet

A MODA É: PREVENIR E PROMOVER



Hoje assisti a uma aula que me impulsiona a ousar e auxiliar Descarte: “Penso, logo tenho que rever minhas práticas”





Mas que prática? A que me ensinaram ou aquela que escolhi para mim, por ser mais cômoda?Pois é... os termos da moda hoje é prevenção e promoção da saúde.






Mas é a prevenção de não correr o risco de vir ao óbito em um hospital público e entrar no ibope da mídia ou a prevenção para não vir ter que aposentar-me precocemente após a minha morte?





A promoção que expressa o novo “Mandamento da Saúde" é para que eu goze de um bem estar que me leva a me perceber como um ser pensante e transformador ou se trata da promoção para que eu me cale frente ao caos dentro do hospedeiro de vivos-mortos?





Decidi, acho que eu vou mais longe, vou ajudar também Sócrates em sua máxima a quem eu peço sua licença em mencionar: “Só sei que nada sei”, por isso mesmo não sei se vou ser uma seguidora “Hitleana” do prevenir e do promover, acho que vou optar por “Luterar” a prevenção e a promoção da saúde dentro de mim.


Imagem: Intrnet

segunda-feira, 2 de março de 2015

Face Lunar



Tua face cheia me leva a pensar na glória do justo viajante

Através da sutileza de tua luminosidade sinto uma suave lágrima cair sobre nossos sonhos

E os apaixonados sob tua grandeza te contam seus íntimos segredos

Forma que encanta e canta os corações que sobrevivem



Meia lua que encanta o homem sã, pois sabes que tua metade voltará em segundos 

Meio a pesadelos tu consegues vencer o melhor e maior guerreiro

Olhos te veem chorando, enquanto outros ouvem tua gargalhada distante

Pode ser que meio ao teu deslumbre possamos encontrar o equilíbrio

Lua quase lua, não importas como te encontras: nova ou crescente

Tua beleza está a nos dizer que somos filhos do tempo, do instante que impera 

Talvez não saibamos decifrar a tua língua, mas ela nos fala e nos inquieta.

Tolos de nós sem teu corpo que nos adormece e nos acorda com a tua outra face.




Imagens: Internet - Pinterest

sábado, 28 de dezembro de 2013

Guardiã



Ah... lembro daquele dia que vi meu reflexo no cristal

Comecei a mergulhar entre o mundo real e o imaginário

Mas um olhar fixo e confiante me fez estar 

O sonho de nós imortais é desvendar: “Quem somos?”

A resposta talvez seja o veneno que paralisa a humanidade

Mas meio a esses inúteis porquês existem os úteis para quês

Talvez sem saber minha guardiã me deu a resposta

Palavras duras às vezes silenciam minha voz que precisa calar

Parece-me que a insensibilidade chega, mas...

A vida é movimento, os antônimos das palavras são preciosos

Assim, no outro dia seu aconchegante abraço me protege

Um dia desses eu lembrei: “Não tive fada madrinha quando criança”...

Tive e tenho a heroína “Lúcia”, minha mãe, uma Luz como a luz de seu nome, 

No meu passado e presente é a “Super Mulher Maravilha”

Quanto ao inusitado conto de fadas... minha fada chegou atrasada?

Sim e/ou não, sei que acasos são para aqueles inertes no eu

A guardiã chegou e me trouxe uma rosa com espinhos

Ensinou-me a perceber os dois lados da mesma moeda 

No dicionário ela está... “Waleska” que significa: Soberana, Gloriosa

Encontrei um dicionário velho que foi escrito por mim, ele diz:

“Seu nome significa “Guardiã”, que caminha comigo e com tantos outros que andam sozinhos até encontrar um jardim que possam descansar, até encontrar o seu colo acolhedor.”


Dedicatória: terapeuta amiga


Imagem retirada do Google

Dialogando com o Senhor Suicídio




És tu... criatura egoísta e maliciosa que chegas para me iludir

Prometes tudo, inclusive a paz que tanto busco

Queres me levar contigo por um caminho ignorado 

Ah... como tu és fascinante com tua voz sussurrante!


Serás tu um bom anjo ou um demônio?

Devagarinho toma conta de todo o meu ser

E eu por vezes me deixo levar por tuas promessas de cura

Por que me envolves dessa forma tão surpreendente?


Minha vida oscila como as ondas de uma praia deserta

Sinto-me às vezes invencível frente às tribulações do tempo

Outrora... me sinto como um bicho acuado e sem ter pra onde ir

Nessas horas tu me diz: “segura a minha mão e vamos ser felizes...”



Um convite que poder ser aceito ou não, eu me pego a refletir...

Tu não tens face, por que te escondes? Foges de alguma coisa?

Percebo então que queres me enganar, pois tens medo que eu te veja

Fixo-me frente ao sábio espelho que me protege da tua obscuridade

As ondas do mar oscilam, mas nem por isso deixam de ser um espetáculo

A vida é um grande concerto, que hora tende é ser revelada por meio de instrumentos desafinados

Mas o que seria de mim sem as melodias que me faz dormir?

Ouço, viajo, penso, transformo...


E quanto a ti?... Rosto desconhecido que quis me levar

Sei agora que me caroneia, pois não suporta que eu olhe em teus olhos

Viajarei um dia... e não será nos teus braços sedutores e aparentes

Dormirei, acordarei e serei acolhida nos braços do Amor.



Imagem retirada do Google

Insensata Busca




Busco a ti, viajante de mundos esquecidos

Contemplo o teu gesto solidário com aqueles bichinhos indefesos

Vigio sua lágrima que cai quando ver...

Ver uma criancinha sorrindo nos braços dos seus pais


Abisma-me quando vai ao encontro daqueles velhinhos enclausurados e os abraça

Quantas vezes demoras, então penso: “Te encontras agasalhando os moços esquecidos”

E as insanidades que já fizera! Arriscaste interromper tua caminhada terrena

Mas tua generosidade me faz esquecer as consequências de teus atos


Amo-te, amo-te! Sonho contigo ao meu lado... aí caminhamos juntos sobre ruínas

Unidos levantamos templos de sonhos e esperanças

Mas mesmo amando-te tanto... por que não consigo tocar em ti?

Sonho com o irreal, será se me deito em um colo inexistente?


Onde serás que te encontro? Meu anjo e poeta perdido

Tu aprecias tanto ouvir a canção: “Eu sei que vou te amar” de Tom

E a poesia de Quintana que desperta teu alto suspiro!

Quantas vezes ouvimos e mergulhamos na suave música de Sibéllius?


Chegarás ainda a mim e me dirás: amo você, sua genitora, a cadelinha estimada e o mundo que te recebeu

Sei que o campo é teu lugar de descanso e meditação, sob os amontoados pontos iluminados

Ah... busquei tanto tempo teus braços e, agora sei quem tu és


És ilusão, só existes quando olho meu rosto frente ao empoeirado espelho.

Imagem retirada do Google

Ser ou ter?




Alegria! Respeito! Responsabilidade! Ética! Quanto valeis vós?

Nem mesmo números há para dar sentido a vocês diante da indiferença deles

Não digo que não há aqueles que vislumbrem o exercício de vós, mas são raros

Os olhos observadores do astucioso capitalismo às vezes aprisionam todos os “míseros-intelectos” cidadãos


Vejam! A esperança de meninos sobreviventes ainda perseveram e gritam:

Viva a paz e o amor, viva os tantos mártires que partiram e não desistiram do sonho

Viva os poucos heróis que não tem ouro e nem prata, mas são humanizados

Meu Deus ! Por que é tão difícil navegar com esses sábios meio a tantos predadores?


Não tenho o que querem, apenas sou um sonhador convicto de crer em minorias

Sofro, me perco no labirinto da ignorância de mestres, caio no poço de chão duvidoso encoberto por tapete de luxo

Será se é tempo de desistir? Será se as feras da peste contemporânea são invencíveis?

Quantas perguntas sem respostas me amedrontam e me fazem silenciar por longas horas


Mas ainda há um pulsar dentro do meu ser que não tem..., que apenas é...

A energia que perdi por teus atos brutais me sonda e me diz que vai retornar

Quero me reerguer dos perversos rituais de tuas ambiciosas mãos que tentaram contra mim

Não buscarei ter, mas lutarei como os velhos mártires para preservar o ser humano que resiste dentro de mim.








Imagens retiradas do Google

Esquecido Palco




Velhos tempos, templos velhos e amarrotados

Onde anda teu vigor de antigamente que tantos galanteios recebia?

Tantas palavras ditas e não ditas foram levadas pelo vento

E tua menina, que escutava tua serenata debruçada à janela?


Amavas, sorrias, te angustiavas, mas seguias... tinhas esperança

A vida te trazia sonhos que por vezes te levava à inquietação

Lutavas para tornar a matéria prima uma obra de valor supremo

E teu corpo cansado se refugiava em casa, no lar, no seguro porto


Trabalhavas todos os dias, o amanhã exigia esforço e lealdade

Ao anoitecer, sabias que tinha o riso da eterna donzela no reflexo de teus olhos

Tudo passa, tudo foge de mãos cansadas 

Os risos se transformaram em saudade e saudade...


Agora estás aí, sozinho a contemplar o ilusório quadro na parede

Onde todos foram parar? Esqueceram de ti?

Pobres meninos que te deixaram, esqueceram que são posteriormente sósias te ti 

Rugas cobrem o teu rosto triste, enquanto eles aplaudem a beleza de segundos


Velhos tempos, templos velhos e esquecidos

É curioso saber que é preciso ser um andarilho que percorre caminhos incertos

Um segundo e um século podem tornar-se únicos


Agora és um velho esquecido, e nós, jovens temporários e inebriados, qual será mesmo o nosso futuro?


Imagem retirada do Google

terça-feira, 20 de agosto de 2013

SENHOR DO BEM





A música canta, dança e encanta

E por trás dela o autor vivencia a leveza do equilíbrio

Leva alegria aos belos corpos imóveis

Que de repente acordam com novos sonhos


Sabes encantar com as cordas mágicas do imaginável

E os loucos foram revelados: são sábios disfarçados 

Percebem na melodia o motivo para tal disfarce

É para despertar a tolerância dos tolos


Vamos para o país das maravilhas

Cantar e subir no topo da montanha

Acorda mundo dos forasteiros!

Participa da doce cantiga de ninar


Viva a música do mundo encantado!

E tu mensageiro dos coros que penetra em mentes

Descobriu o quanto a vida é bela

Senhor do bem vai e continuas a criar.



Dedicatória: Izamir de Farias

Imagens retiradas do Google

A moça



Vejo aquele sorriso curioso

A face atenta que se perde nas descobertas

Tuas palavras surgem do entusiasmo

A expressão crítica e cautelosa se rebela

Não esperava encontrar a moça


E estava lá, os silenciosos manequins

Tantos sonhos, receios e desafios!

Mas e a moça? O que lhe completa o sorriso?

Talvez a questão não tenha resposta

É preciso sentir teus segredos


A objetividade completa a subjetividade dos porquês

Ora humana, ora a explosão das galáxias

Aproxima-se devagar e sorrir

A confiança ainda sobrevive a holocaustos

O dever espera teu aval todos os dias


Moça que cativa os olhos sóbrios

Acredito na leveza e na pulsação das tuas ideologias

Procuras e encontrarás o tesouro perdido

Teu riso derrotou meu medo

Teu brilho alcançou até mesmo o irreal.


Dedicatória: Beatriz Fontenele


Imagem retirada do Google